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Quando é que a luz quebra as trevas...?

por tron, em 02.03.21

Mais uma semana passou e só hoje tive chance de vir actualizar este relato das minhas dores e mágoas neste segundo confinamento.

Os problemas de saúde continuam e a inha amada conseguiu um pequeno trabalho informal numas limpezas, nada demais, que para ela é positivo, mas para mim ainda aumenta mais o isolamento que me encontro durante a semana de trabalho que é sempre pesada sem muitas vezes ter tempo para descansar.

Por vezes chego a pensar qual o meu destino de vida ou se vale a pena continuar no meu trabalho e se não tenho que mudar de agulha; por outro lado tenho que apertar com o meu médico para saber qual a possibilidade de ele retomar algum medicamento que em teoria não era assim tão essencial mas que pode vir a ser essencial para o meu conforto quotidiano devido ao meu estilo de vida, sobretudo do pnto de vista laboral.

Sinto-me a procura do meu caminho e do meu destino e nem os estudos universitários ajudam a encontrar este caminho que ando a procura para achar o que procuro, dou por mim a sentir-me num meio caminho entre Freddie Mercury e António Variações, sempre fora deste mundo e sempre a procura de algo que não acha.

Será isto efeitos do isolamento ou apenas da falta da medicação, já nem sei... nem sei mesmo....

 

 

Quando verei a luz??.....

 

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publicado às 02:27

As Más Sensações estão de Volta e Outras Coisas Más também

por tron, em 22.11.20

As regras do novo Estado de Emergência deixaram-me como eu estivesse no confinamento da Primavera e mais valia ter recusado as férias e ter metido falta apenas nos dias que tinha o médico e aproveitado os fins-de-semana para fazer a frequência da Universidade Aberta e tinha ficado a trabalhar e assim aguentava melhor o choque.

Estou mesmo a ver a ficar de novo em casa e não sei se vou continuar na universidade e sequer se vou trabalhar porque se me colocarem de novo em backoffice com as exigências que pediram da outra vez mais, então mais vale pedir as contas e voltar ao RSI e deixar tudo que estava a construir graças a este emprego, que apesar de precário, era um emprego.

Chego a pensar que seria uma medida eutanásica se mandarem para o subsídio de desemprego e depois peço o RSI e nem me vou dar ao trabalho de procurar emprego enquanto a Gerigonça estiver no poleiro e enquanto aquelas duas verdadeiras bonecas insufuláveis da saúde estiverem a dirigir o sistema de saúde em Portugal.

Estou a mesmo a ver que vou precisar de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica antes que passe a fina linha que separa de ponto sem retorno e estava eu a fazer redução de medicação, chiça para tanta incompetência....

 

 

Quanto que nos vemos livre desta peste vinda da China....? 

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publicado às 02:49

Dia número 59 do Suplício

por tron, em 21.05.20

Hoje as dores de cabeça me massacraram e recebi uma notícia de última hora que voltar ao activo mesmo amanhã, mas manhã tenho consulta do neurologista e não posso faltar a mesma e vou a consluta e depois vejo o que vai resultar.

O meu médico não vai ficar agradado do facto de eu estar a fazer horas constantemente e vai ver os exames médicos feitos quando eu tive o problema renal e vamos ver qual vai ser o parecer dele.

Ainda vou ver se o médico não me vai mandar para casa devido a fadiga extra de estar há mais de um mês a fazer horas extras há mais de um mês e corpo em si já nota estes sinais de fadiga extremada.

Se não gostarem que eu falte por eu ir ao médico, tenho pena, primeiro está o direito à saúde e depois neste caso em particular não me podem por na rua e se me porem acciono o tribunal de trabalho e nem me vou dar ao trabalho de pedir a readmissão, vou partir mesmo para outra solução laboral porque fico com a sensação que aquele Call Center já deve estar a dar o canto do cisne e mais tarde ou mais cedo vou-me juntar a legião de desempregados e eu em parte nem me importava de voltar aos cursos do IEFP para cortar com este stress insano que tem sido este confinamento e com o stress de um emprego que fico a pensar que mais valia nem ter tido o trabalho de aceitar....

 

E foi mais um dia que parece ter sido o último de confinamento 

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publicado às 01:34

Dia número 54 do Suplício

por tron, em 16.05.20

Mais um dia de trabalho onde o trabalho foi o escape para eu fugir de recordações de infância que estavam no fundo da minha memória, as quais não queria lembrar por nada deste mundo.

Foi um momento de pesadelo do qual quase nem pode fugir se não fosse o facto de estar a trabalhar com música bem alta o que ajudou a esquecer esta dor da alma que me consumiu bastante o espírito.

Dei por mim a trabalhar de forma mecânica porque há eventos transmitidos pelas notícias que trazem o pior de nós ao cima e fazem recordar coisas esquecidas e que estão arquivadas numa qualquer subcave da nossa memória e se não fosse o meu hábito de ouvir música enquanto trabalho, eu simplesmente ontem não teria conseguido trabalhar e teria que procurar ajuda psiquiátrica num hospital mesmo que me contagiasse de forma acidental com o Covid-19.

Tenho memórias da minha vida que gosto e quero manter esquecidas e só me acalmei ao ver durante a madrugada o concerto de tributo a Freddie Mercury, porque se não a esta hora nem dormir eu tinha conseguido e considerar alguns seres "humanos" é forçar muito a definição do conceito de Humanidade.

Hoje para mim vai ser dia de trabalho e quem me fizer algo que me recorde a infância tenebrosa que eu tive, vou ficar chateado com esta pessoa seja qual for porque há coisas que eu não quero lembrar por nada deste mundo, sobretudo estando a trabalhar em casa.

 

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publicado às 12:22

Dia Número 53 do Suplício

por tron, em 15.05.20

Dei um passeio no meu dia de descanso e deitei um olhar pelas lojas apesar da chuva e ver tudo fechado por casua desta pandemia foi muito doloroso de ver e algumas até que se poderiam adaptar caso o quisessem, mas ou má vontade ou sempre contar com o turismo foi a sua condenação e deixa espaço para outros.

Por outro lado vi que estava mesmo a precisar de sair porque estar fechado sempre a trabalhar e com os ascultadores a debitarem música para me manter concentado nesta espécie de back-office que faço não é muito saudável para a psique de ninguém e tive mesmo que apanhar apesar da chuva de Maio assim um pouco deslocada no tempo.

Não sei se a reconstrução que está a ser feita com passos de bebé vai safar o meu posto de trabalho, mas hoje notei que preciso mesmo de uma ajuda para a minha saúde mental porque não ando mesmo bem e depois trabalho tanto que voltaram as enxaquecas "kamikaze" que atromentaram tanto a mim quando a minha mãe ainda era viva e sei quando elas aparecem nunca é bom sinal para mim.

Amanhã mais um dia de trabalho para tentar chegar aqueles objectivos impensavéis porque tenho que ter algum brio profissional e não sou nenhum chatbot e depois quem sabe no domingo se dou uma volta na tradução que deixei em banho-maria e ando a contar os dias para ir a consulta do neurologista porque estou mesmo, mas mesmo a precisar de ajuda na saúde mental e daqui a pouco estou a ligar para á area do Saúde 24 que cuida desta área e aproveitar que o meu operador de comunicações está a oferecer as chamadas para o Saúde 24.

Este confinamento já não está a ir lá com os meus vícios: leitura e café e nem ouvindo os Queen ou alguma banda de metal gótico a coisa vai ao sítio, apenans quero ver esta reconstrução nacional feita antes que eu tenha que mudar de agulha laboral por motivos de saúde

 

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publicado às 03:52

Dia número 52 do Suplício

por tron, em 14.05.20

Ontem foi um dia que passei a trabalhar para não pensar no caso da pequena Valentina porque até o dia de trabalho me correu relativamente bem porque estive mesmo numa especie de concha protectora; esta concha me manteve protegido das possíveis dores da alma provocadas por este caso que marca qualquer um de nós.

Tirando isto noto que vou precisar de ajuda para a minha saúde mental porque noto que não ando bem devido a este confinamento e tenho que arranjar forma de sair de casa nas minhas folgas antes que a minha saúde mental fique mesmo num estado de sem recuperação ou próximo e também para tentar me adapatar a um suposto retorno ao call center que não sei quando é que vai acontecer e se este mesmo acontecer.

Gostava de estar mais optimista em relação a esta pandemia, mas não consigo ficar e não sei porquê; talvez seja devido ao tempo que tenho passado em casa fechado a trabalhar que nem um perdido para segurar o meu contrato de trabalho e o meu salário ao final do mês e até que fis bem pedir férias interpoladas porque teria outro bloco de férias na semana do Santo António que seria a contar com um possível almoço com a minha "segunda família" que devido a esta maldita peste está fora de questão e se forem aprovadas ficam para outras coisas que sejam precisas.

Será que estou mesmo bem estando assim, estando num estado de sanidade semelhante ao da personagem Pink do filme The Wall, mas sem os pensamentos estranhos do mesmo porque ainda não atravessei aquela fina linha que separa o desespero e a depressão da mais pura insanidade...

 

Nem sei mais o que fazer

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publicado às 13:28

Dia número 50 do Suplício

por tron, em 12.05.20

A incerteza em termos laborais parece nascer dentro da minha alma porque quem contratou os serviços do call-center onde trabalho está num quase lay-off e com este tormento sem fim tenho que pensar que mais tarde ou mais cedo tenho que mudar de emprego ou voltar aos cursos do IEFP e isto já tenho falado aqui neste recanto.

Pode ser estupidez minha este receio, mas não sei, desconfio que algao não vai bem e ainda vai sobrar para os funcionários no seu todo e isto me deixa em baixo de forma e tento me virar para a leitura porque estes dias recentes têm sido muito maus mesmo.

Espero que esta peste chinesa acabe de uma vez e que as lições que a mesma está a ensinar seja uma lição para o futuro e quem teve a responsabilidade de descurar a prevenção seja responsabilizado porqu graças a esta irresponsabilidade um continente inteiro ficou na miséria, algo nunca visto em 75 anos e ainda bem que nem a minha mãe ou a minha avó são vivas para ver o estado a que se chegou.

Apenas quero pensar que esta peste vai passar e que na consulta de rotina do neurologista vou ter que pedir ajuda para a minha saúde mental antes que eu tenha algum colapso mental e eu não o posso ter.

 

 

E não sei se já o estou a tê-lo....

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publicado às 05:04

Dia número 37 do Suplício

por tron, em 28.04.20

O dia teinha que ser torto mesmo com o o software de trabalho não funcionar mesmo e depois foi a Santa Casa a madanr todos os nacionais que vivem na mesma pensão que eu a minha família incluindo a minha família fazer teste de despsite do Covid-19, mas nem foi isto o que me lixou mais o juízo.

O que me deixou mesmo com a cabeça torta foi o software de trabalho ser mesmo uma tartaruga coxa e depois enquanto ia tentando fazer omeletes sem ovos e com os nervos ao ponto de mandar tudo dar uma curva e enviar a carta de demissão assim que possível para não perigar a minha saúde mental, veio um mail de um dos supervisores que pediu um aumento dos objectivos já de si irrealistas de mails e outro anterior que mudou as regras do que era feito antes.

Estas comunicações pelo que aprendi no curso gera conflito e atrito e como o call center apenas se serve dos funcionários que estão vinculados a uma firma de trabalho temporário quem tem as responsabilidades jurídicas do contrato de trabalho é empresa de trabalho temporário que acaba por pagar as favas por o seu cliente ser um canalha.

Fiquei com vontade de sair como nunca e nem sei o que fazer e a depressão voltou e falta um mês para a minha consulta de neurologia, mas tenho que arranjar forma de a antecipar antes que seja tarde para a minha mente ou que caia em algum vício tóxico para a minha vida, tenho que pensar bem antes de voltar ao activo se passo antes a inactiva durante um tempo e respiro um pouco e mudo de ramo porque estes objectivos me estão a pressionar ao ponto de eu sair ao ponto quase sair da rede ....

 

O que faço?

 

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publicado às 04:09

Dia número 7 do Suplício

por tron, em 29.03.20

Mais um dia se passou sem eu ter paciência para ver televisão e apenas li para não começar a bater com a cabeça pelas paredes,  é fim de semana e não me posso esquecer que o Sábado era um dia particularmente agitado no call-center e está-se a completar uma semana deste suplício e me sentir inútil para mim está a ser uma doença.

Foi uma quase sequela do dia de ontem tirando a ira com que fiquei dos idiotas que foram para o Algarve a banhos enquanto a nação sofre com uma quarentena que ninguém sabe quando acaba e com aquelas coisinhas a dirigir a saúde uma pessoa já nem sabe o que pensar depois do final do mês.

Sim porque eu disse na entrada anterior depois de dia 31 não sei qual será o meu futuro profissional e esta quarentena além me deixar nos limites da sanidade, sendo eu um workaholic, também está a mexer com a minha psique e nem sei se com este tempo de reclusão forçada não terei ainda que pedir ao centro de saúde da minha área algum apoio psicológico ou quem sabe psiquiátrico porque isto por dentro anda a ficar cada vez mais estranho.

Apenas espero que se faz luz e que seja descoberta uma terapia eficiente para esta peste porque ela vai prejudicar a vida de todos nós de alguma forma.

 

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publicado às 03:54

Os Primeiros Dias I

por tron, em 24.03.20

Os primeiros dias desta quarentena têm sido insuportáveis para mim e esta caminho para a loucura ou para a depressão porque sinto-me perdido num labirinto de Creta sem qualquer fio de Ariadne que puxe fora deste labirinto.

Esta sensação começou logo nas últimas semanas de trabalho no Call Center ao qual ainda estou ligado com eu a ver que a situação iria ficar muito mais feia do que aparentava nos primeiros dias de pandemia ao ponto de ter entrado em plano de contigência e ter tido uma formação rápida em outra função para qual eu ainda não estava preparado e que me fui preparando a sério conforme os dias iam passando.

Este pressentimento se tornou realidade quando as regras a serem aplicadas nas mudanças de serviço foram sendo mudadas a um ritmo cada vez mais frenético e eu até comentava esta situação com a minha mulher que algo não ia bem e que o meu corpo já começava a dar alguns sinais de fadiga.

Confesso que fiquei com vontade de ser como os ratos e pular do barco antes que este se afundasse e cheguei a gizar um rascunho de carta de demissão no meu computador porque vi que a situação estava a ficar tão boa quanto a do Titanic quando este embateu no iceberg e não queria ser o Jack e morrer gelado nas geladas águas do Atlântico Norte...

Mas como não sou dado a fugir a cara a luta deixei-me ficar e ver como a situação corria e esta correu mal com todos que estavam ao serviço serem alocados a teletrabalho e eu não tendo condições para tal a ver que mais valia ter sido rato uma vez na vida do que ser águia ou leão e me deram uma ténue luz de esperança quando uma supervisora me comunicou que eu não ia ser despedido e depois o dia seguinte ia ser a minha folga...

Pois mas foi uma folga dolorosa, ao ver o modem da net móvel a fritar e a ter trocar por outro e este da troca voltar a fritar e o que substituiu o segundo voltou a avariar numa sucessão de problemas que já me deixam ainda mais nos limites da sanidade.

Ainda para juntar mais insanidade nos meus limites de sanidade já de si cada vez mais curtos, enviei uma SMS para um dos coordenadores da empresa de trabalho temporário que me paga o salário e o mesmo disse que ia saber mais informações da contrantante e só sei que não sei se depois deste mês continuo com salário ou terei que recorrer de novo ao RSI para sobreviver.

 

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publicado às 22:38


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