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Oitavo Mês de Um Inferno Chamado Teletrabalho que muitos Adoram e eu Odeio

por tron, em 03.09.21

Este dia 31 de Agosto completei o oitavo mês onde passo o tempo sentado a aturar clientes cada vez mais insuportáveis e cada vez vejo mais longe a luz de voltar ao escritório e com uma cada vez maior vontade de pedir as contas porque não sinto valorizado profissionalmente e se aquele cretinos que defendem o teletrabalho como a mais bela das damas então consultem um psiquiatra ou venham ter a vida que tenho tido nos últimos três anos que mudamo logo de ideias.

Nesta volta de tempo mudei a minha medicação da epilepsia mas a asma está a ficar instável, obrigado só saio de casa umas 3 ou 4 vezes por mês e os brônquios começam a dar de si e se recorro ao médico ou ao hospital dizem logo que estou com a peste chinesa.

O meu escape por vezes são os canais de música ou algum filme no streaming da NOS ou mesmo um livro que esteja a ler, mas mesmo assim começa já a faltar a disposição para estes meus escapes e se eles ... já começaram a falhar ou a dar sinais de falha e não sei não se tenho que procurar alguma ajuda para a minha saúde mental, quero evitar meter baixa médica porque além de me cortar no salário, iria ficar confinado em casa e não me vai adiantar de nada.

Será esta solução do teletrabalho solução de vida ou trabalho, sinceramente não é e se não acaba num curto prazo tenho que repensar a minha situação laboral e pessoal ou começo de novo a entrar em alguma espiral muito má mesmo que nem o meu hábito de ouvir boa música ou de ler me vai salvar.......

 

 

O que pode ser feito mais....

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publicado às 01:10

O Medo se Tornou Verdade, mas Com Outras Cores

por tron, em 21.02.21

Como eu disse no meu último capítulo estava a ver que vinha para casa e acabei mesmo por vir para casa, desta vez fechei os olhos e me meti a fazer teletrabalho como tivesse no call-center mesmo noutro quarto sem grandes condições e como as chamadas são auditadas, se der raia deu raia e mais nada, nem me vou importar.

Estou enfiado em casa, a trabalhar e das poucas vezes que tenho saído e vejo idiotas a violarem o confinamento fico com uma vontade de partir para a estupidez porque apenas não estão a cumprir as regras, mas por outro lado estando metido em casa, já está a minar os meus neurónios e estar a estudar na Universidade Aberta com esta pressão não tem sido fácil.

O meu refúgio tem sido a leitura, agora estando a ler "O Arquipélago Gulag" em busca de explicação para os tempos que o mundo vive nos tempos actuais que cada vez são mais surreais e Portugal parece ser o paraíso desta surrealidade.

Estou nesta lata, fechado há coisa de um mês, farto de estar fechado,  sem grande solução de futuro a não ser viver cada dia na sua vez sem grandes esperanças em qualquer futuro a longo prazo, vivendo cada dia na sua vez.

Apenas sei que esta peste tem deixado consequências psicológicas e que sabe outras no meu corpo devido ao confinameno que está-se a tornar complicado sem qualquer esperança ou vislumbre de acabar porque mesmo com a vacina contra a peste chinesa duvido que se volte ao normal ou a uma espécie de normal no curto prazo...

 

Fiz redução de medicamentos da epilepsia, mas não sei se tenho que dar uma passo para trás durante os tempos que correm...

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publicado às 22:25

Dia Número 58 do Suplício

por tron, em 20.05.20

Mais um dia se passou com as trapalhadas da DGS e um dia cheio de trabalho com muita fadiga e pensar que um dia esta espécie de construção nacional vai estar concluída e este confinamento em casa em teletrabalho vai acabar um dia destes.

Estou optimista mas não muito porque basta algo muito leve como um grão de areia para tudo cair como um castelo de cartas e nos tempos livres vou lendo e vendo televisão para manter alguma sanidade mental que por vezes fica nos limites tanto trabalho em cima de uma pessoa só e não raras vezes penso se não seria melhor eu ir para um curso do IEFP ou mudar de agulha aproveitando a reconstrução.

Estou  a fazer há varios dias horas extras e a fadiga começa a se acumular e e depois a psique já há muito que dá sinais de fadiga e de outros sinais provocados pelo confinamento que parece estar próximo do fim mas ao mesmo tempo disante deste mesmo fim como fosse uma espécie de suplício de Tântalo.

Questiono-me se ainda valerá a pena a continuar a trabalhar nas condições como estou e por quanto tempo este emprego ainda irá durar ou se terei que me preparar para o pior, ou seja, o retorno ao RSI e aos cursos de curta duração que nunca têm o interesse de um curso de longa duração ou raramente têm o mesmo interesse.

Cheguei a um ponto que só mes resta esperar pelo dia seguinte e pelas novidades que posso vir.....

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publicado às 12:22

Dia Número 53 do Suplício

por tron, em 15.05.20

Dei um passeio no meu dia de descanso e deitei um olhar pelas lojas apesar da chuva e ver tudo fechado por casua desta pandemia foi muito doloroso de ver e algumas até que se poderiam adaptar caso o quisessem, mas ou má vontade ou sempre contar com o turismo foi a sua condenação e deixa espaço para outros.

Por outro lado vi que estava mesmo a precisar de sair porque estar fechado sempre a trabalhar e com os ascultadores a debitarem música para me manter concentado nesta espécie de back-office que faço não é muito saudável para a psique de ninguém e tive mesmo que apanhar apesar da chuva de Maio assim um pouco deslocada no tempo.

Não sei se a reconstrução que está a ser feita com passos de bebé vai safar o meu posto de trabalho, mas hoje notei que preciso mesmo de uma ajuda para a minha saúde mental porque não ando mesmo bem e depois trabalho tanto que voltaram as enxaquecas "kamikaze" que atromentaram tanto a mim quando a minha mãe ainda era viva e sei quando elas aparecem nunca é bom sinal para mim.

Amanhã mais um dia de trabalho para tentar chegar aqueles objectivos impensavéis porque tenho que ter algum brio profissional e não sou nenhum chatbot e depois quem sabe no domingo se dou uma volta na tradução que deixei em banho-maria e ando a contar os dias para ir a consulta do neurologista porque estou mesmo, mas mesmo a precisar de ajuda na saúde mental e daqui a pouco estou a ligar para á area do Saúde 24 que cuida desta área e aproveitar que o meu operador de comunicações está a oferecer as chamadas para o Saúde 24.

Este confinamento já não está a ir lá com os meus vícios: leitura e café e nem ouvindo os Queen ou alguma banda de metal gótico a coisa vai ao sítio, apenans quero ver esta reconstrução nacional feita antes que eu tenha que mudar de agulha laboral por motivos de saúde

 

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publicado às 03:52

Dia número 52 do Suplício

por tron, em 14.05.20

Ontem foi um dia que passei a trabalhar para não pensar no caso da pequena Valentina porque até o dia de trabalho me correu relativamente bem porque estive mesmo numa especie de concha protectora; esta concha me manteve protegido das possíveis dores da alma provocadas por este caso que marca qualquer um de nós.

Tirando isto noto que vou precisar de ajuda para a minha saúde mental porque noto que não ando bem devido a este confinamento e tenho que arranjar forma de sair de casa nas minhas folgas antes que a minha saúde mental fique mesmo num estado de sem recuperação ou próximo e também para tentar me adapatar a um suposto retorno ao call center que não sei quando é que vai acontecer e se este mesmo acontecer.

Gostava de estar mais optimista em relação a esta pandemia, mas não consigo ficar e não sei porquê; talvez seja devido ao tempo que tenho passado em casa fechado a trabalhar que nem um perdido para segurar o meu contrato de trabalho e o meu salário ao final do mês e até que fis bem pedir férias interpoladas porque teria outro bloco de férias na semana do Santo António que seria a contar com um possível almoço com a minha "segunda família" que devido a esta maldita peste está fora de questão e se forem aprovadas ficam para outras coisas que sejam precisas.

Será que estou mesmo bem estando assim, estando num estado de sanidade semelhante ao da personagem Pink do filme The Wall, mas sem os pensamentos estranhos do mesmo porque ainda não atravessei aquela fina linha que separa o desespero e a depressão da mais pura insanidade...

 

Nem sei mais o que fazer

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publicado às 13:28

Dias números 48 e 49 do Suplício

por tron, em 11.05.20

Estes dois dias além do primeiro ter sido marcado por trabalho e uma chata tendinite de esforço que nem lembrava ao diabo e com uma depressão que nao me larga, o segundo foi marcado pela continuação das dores físicas provocadas pelo esforço de trabalhar sem ter o material mais adequado, todavida, estas dores aprendo a viver com elas.

Nem vou falar neste entrada nos meus ossos do ofício porque estes quase davam uma sopa e o que mes estragou em definitivo o final da semana foi crime que vitimou a pequena Valentina e ainda veio tornar mais doloroso este meu confinamento que parece não ter fim anunciado.

Esta situação se torna mais insuportável tanto por factores externos como por factores internos e sendo assim fico no limite para pedir para parar, e felizmente pedi férias para a semana dos santos populares porque contava ir almoçar com o pessoal do curso de formação onde estive a tirar o 12º ano mas isto está fora de cogitação e fico a pensar noutra forma de passar estas férias se elas me forem atribuídas nem que seja ir as compras ou ir ao Oceanário.

Apenas espero ver esta peste vinda da China controlada e volatizada e que a mesma se volatize com as duas barbies da saúde que são uma incompetência completa e voltar ao meu posto de trabalho porque não tenho muitas condições para realizar teletrabalho, mas fico a espera do parecer do meu neurologista porque se ele der um parecer negativo então vou ter que sair e mudar de agulha e depois é a vida...

 

 

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publicado às 12:38

Dia número 47 do Suplício

por tron, em 09.05.20

Mais um dia se passou a trabalhar e a ver que a pandemia está sem controlo e desconfiando que que o dia de voltar a normalidade laboral está cada vez mais distante, mais distante do que a descoberta da vacina para esta peste vinda da China.

Basta ver as notícias para se chegar a esta conclusão e confesso que cada vez penso que vou ficar mais confinado em casa sem saber quando deixo de estar confinado e esta situação já me está a deixar nos meus limites da sanidade e na indecisão se continuo no teletrabalho ou se mudo de agulha porque está-se a mostrar algo de frustrante para alguém que gosta de dar a sério no duro e se sente frustrado na sua função.

Ainda esou a contar o tempo para a consulta do meu especialista (neurologia) para saber qual a opinião dele para ver o que deverei fazer porque se este confinamento não for levantado até ao final do mês que é a data da consulta tenho mesmo que procurar ajuda psicológica e com urgência antes que que passe aquela linha que ainda não quero passar, mas que não raras vezes tenho vontade de passar.

E pensando bem quem nunca teve vontade de passar aquela fina linha nesta fase do confinamento e do teletrabalho forçado onde nunca se sabe o futuro e se trabalha apenas para se manter um posto de trabalho artificial sem se saber o dia de amanhã, sem se saber se algum dia voltaremos ao nosso dia de trabalho ou se no fim do teletrabalho seremos sumariamente despedidos para irem outros parvos para os nossos lugares.

Não estou a ver nenhuma luz ao fundo do túnel nos tempos presentes nem vou ver nos tempos futuros....

 

 

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publicado às 12:59

Dia Número 45 do Suplício

por tron, em 07.05.20

A minha mulher já viu e eu já desaafei, preciso mesmo da ajuda dum especialista e assim que for ao meu neurologista tenho que pedir ajuda para a saúde mental.

Tenho medo se o especialista diz que eu tenha que sair do Call Center por motivos de saúde e depois o que farei da minha vida é a grande pergunta que se levanta assim que aproxima o dia da consulta, mas tenho que procurar um especialista e se por algum motivo ter que sair do Call Center, é de lamentar mas eles semearam e vão colher os frutos do que semaram.

De resto foi um dia habitual onde comecei a ter algumas falhas de concentração e isto deve ser mesmo o sinal que o meu corpo está a dar que estou a precisar de um especialista antes que seja tarde demais para mim e para a minha família e entendo como família a miha mulher e o meu primo porque quem tem o dever de me falar nem quer saber se estou vivo.

Vou aproveitar o dia de amanhã para reflectir e ver o que a vida me reserva durante o dia de amanhã e depois vejo como vou viver até o dia da consulta...

 

Vai ser alguma expectativa mas vamos ver....

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publicado às 04:32

Dia número 44 do Suplício

por tron, em 05.05.20

Mais um dia de teletrabalho, mais um dia de reclusão enquanto o país se reconstroi aos poucos depois da pandemia do coronavírus, mas se levanta uma grande pergunta interna que quando é que voltarei a trabalhar no call center e deixo esta rotina do back-office que me está a afectar cada vez mais a mente e o corpo.

No final do mês tenho consulta de neurologia e não sei qual vai ser a opinião do médico sobre a minha situação mental e se o médico me marcar uma ida a psiquiatria ou psicologia eu vou e depois vejo qual será a opinião dos possíveis especialistas e se disserem que tenho que sair do call center, bem assim seja e até certo ponto seria positivo para mim e fica a lição de não voltar a repetir o mesmo erro porque quem sabe se mudar de emprego ou voltar para outro curso ficarei melhor do ponto psíquico.

Nunca se sabe o dia de amanhã e muito menos o que vai ser dito pelo médico daqui a três semanas, é mesmo isto nunca se sabe o futuro e somos nós que desenhamos o nosso prórprio futuro.

Não sei mesmo nada sobre o futuro do meu emprego ou se chego a voltar a activa a 100% ou se tenho que mudar a minha agulha para outro emprego qualquer aproveitando a reconstrução da nação do seu maior desastre desde 1755 e esta mudança de agulha ser positiva para mim e para a minha família porque não dá para dar uma situação como a estou a viver em termos laborais que pode se tornar insustentável para mim e para todos que me rodeiam....

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publicado às 04:41

Dia número 42 do Suplício

por tron, em 03.05.20

Mais um dia de trabalho antes da folga, onde meti mais uns pozinhos para o suplmento da hora notcurna, é pouco mas sabe bem e sou um workaholic e nem nas folgas estou muito tempo parado.

Está claro que as flutuações de humor notam-se nestes linhas que escrevo neste meu novo recanto e tenho que tentar tirar estas ideias negativas da cabeça e mais que tente não consigo, sobretudo quando estou parado o negativo do meu humor vem ao de cima como o azeite ou como as natas e para ele desaparaecer tenho que entrar em modo de isolamento ou forçar um sono numa sesta em sono solto que me rende umas dores de cabeça insustentáveis.

Mas tenho que me aguentar com este peso e se não aguentar tenho que partir para uma luta sem fim e procurar ajuda especializada porque posso estar a caminho de ter que sair do emprego pela porta pequena e isto eu não queria mesmo nem para mim nem para ninguém...

 

A ver vamos como passo o Domingo......

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publicado às 05:01


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