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Oito meses depois de estar trancado em casa, parece que o inferno acabou nem que seja de forma temporárias, não sei se este fim é temporário ou definitvo porque para mim, sair do teletrabalho foi uma saída do inferno.
Mas a ficha ainda não caiu e algumas consequências em termos de saúde saltaram por causa desta liberdade repentina, mas já estava a precisar de ser solto desta tranca que me trancava há demasido tempo e ser solto de uma form brusca dexiou consequências, mas por outro lado foi bom ter-me libertado, foi doce demais e espero que esta liberdade dure por muito e bom tempo.
A tortura foi tão dolorosa que para cair a ficha ainda não caiu e por outro lado, os casos de problemas psicológicos e psiquiátricos estão a aumentar em Portugal e não sei se me vai apanhar na onda.
Todos nós precisamos de apanhar sol e chuva e não são os passeios higiénicos que irão suprir esta necessidade, mas sim as saídas de casa com objectivo concreto que não seja a corridinha de sábado, mas sim mais do que passear o cão porque também o cão precisa de apanhar ar tal como o dono.
Espero que este levantar de regras não tenha um lado negro e esta peste chinesa faça apenas parte dos livros de História tal como a Gripe Espanhola.
O que pode ser feito mais....
Este dia 31 de Agosto completei o oitavo mês onde passo o tempo sentado a aturar clientes cada vez mais insuportáveis e cada vez vejo mais longe a luz de voltar ao escritório e com uma cada vez maior vontade de pedir as contas porque não sinto valorizado profissionalmente e se aquele cretinos que defendem o teletrabalho como a mais bela das damas então consultem um psiquiatra ou venham ter a vida que tenho tido nos últimos três anos que mudamo logo de ideias.
Nesta volta de tempo mudei a minha medicação da epilepsia mas a asma está a ficar instável, obrigado só saio de casa umas 3 ou 4 vezes por mês e os brônquios começam a dar de si e se recorro ao médico ou ao hospital dizem logo que estou com a peste chinesa.
O meu escape por vezes são os canais de música ou algum filme no streaming da NOS ou mesmo um livro que esteja a ler, mas mesmo assim começa já a faltar a disposição para estes meus escapes e se eles ... já começaram a falhar ou a dar sinais de falha e não sei não se tenho que procurar alguma ajuda para a minha saúde mental, quero evitar meter baixa médica porque além de me cortar no salário, iria ficar confinado em casa e não me vai adiantar de nada.
Será esta solução do teletrabalho solução de vida ou trabalho, sinceramente não é e se não acaba num curto prazo tenho que repensar a minha situação laboral e pessoal ou começo de novo a entrar em alguma espiral muito má mesmo que nem o meu hábito de ouvir boa música ou de ler me vai salvar.......
O que pode ser feito mais....
Há quem adore teletrabalho e eu estou farto, estou farto de estar trancado em casa, num trabalho que esgota os nervos de qualquer pessoa com dois dedos de testa e que esta mesma pessoa começa a questionar o motivo porque está a trabalhar.
Os bitaites e as exigências voltaram a pedir a prefeição quando se sabe que não existe a perfeição absoluta e o erro é inato de qualquer actividade humana e quando as chefias começam a atirar estes mesmos bitaites fica-se com aquela vontade de mandar tudo dar uma curva, mas depois pensa-se que aquela miséria que cai na conta no final do mês é precisa para pagar contas e o comer que se põe em cima da mesa.
Não sei quem adora teletrabalho, mas deve ser alguém para o masoquista como os idiotas que faziam os passeios higiénicos enquanto os patos que trabalham ficam fechados em casa e o governo mete os pés pelas mãos nas medidas de controlo da peste chinesa e nada é feito de jeito ao ponto de não se poder contar com ninguém sem ser nós mesmos.
A minha psique já teve dias melhores e não sei que caminho levo, mas já tenho pensado em suicidio e o que me safa é o meu refúgio na leitura e no rock n' roll senão eu já tinha mostrado aos adoradores do teletrabalho as consequências da sua nova adoração e depois, com toda a certeza iriam mudar de ideias e deixariam de ser ovelhas de um rebanho pastado por um pastor profano que está necessitado de ser ceifado por um dos cavaleiros do apocalipse para que a vida normal renasça das cinzas qual fénix....
O que pode ser feito mais....
Mais uma semana passou e só hoje tive chance de vir actualizar este relato das minhas dores e mágoas neste segundo confinamento.
Os problemas de saúde continuam e a inha amada conseguiu um pequeno trabalho informal numas limpezas, nada demais, que para ela é positivo, mas para mim ainda aumenta mais o isolamento que me encontro durante a semana de trabalho que é sempre pesada sem muitas vezes ter tempo para descansar.
Por vezes chego a pensar qual o meu destino de vida ou se vale a pena continuar no meu trabalho e se não tenho que mudar de agulha; por outro lado tenho que apertar com o meu médico para saber qual a possibilidade de ele retomar algum medicamento que em teoria não era assim tão essencial mas que pode vir a ser essencial para o meu conforto quotidiano devido ao meu estilo de vida, sobretudo do pnto de vista laboral.
Sinto-me a procura do meu caminho e do meu destino e nem os estudos universitários ajudam a encontrar este caminho que ando a procura para achar o que procuro, dou por mim a sentir-me num meio caminho entre Freddie Mercury e António Variações, sempre fora deste mundo e sempre a procura de algo que não acha.
Será isto efeitos do isolamento ou apenas da falta da medicação, já nem sei... nem sei mesmo....
Quando verei a luz??.....
Como eu disse no meu último capítulo estava a ver que vinha para casa e acabei mesmo por vir para casa, desta vez fechei os olhos e me meti a fazer teletrabalho como tivesse no call-center mesmo noutro quarto sem grandes condições e como as chamadas são auditadas, se der raia deu raia e mais nada, nem me vou importar.
Estou enfiado em casa, a trabalhar e das poucas vezes que tenho saído e vejo idiotas a violarem o confinamento fico com uma vontade de partir para a estupidez porque apenas não estão a cumprir as regras, mas por outro lado estando metido em casa, já está a minar os meus neurónios e estar a estudar na Universidade Aberta com esta pressão não tem sido fácil.
O meu refúgio tem sido a leitura, agora estando a ler "O Arquipélago Gulag" em busca de explicação para os tempos que o mundo vive nos tempos actuais que cada vez são mais surreais e Portugal parece ser o paraíso desta surrealidade.
Estou nesta lata, fechado há coisa de um mês, farto de estar fechado, sem grande solução de futuro a não ser viver cada dia na sua vez sem grandes esperanças em qualquer futuro a longo prazo, vivendo cada dia na sua vez.
Apenas sei que esta peste tem deixado consequências psicológicas e que sabe outras no meu corpo devido ao confinameno que está-se a tornar complicado sem qualquer esperança ou vislumbre de acabar porque mesmo com a vacina contra a peste chinesa duvido que se volte ao normal ou a uma espécie de normal no curto prazo...
Fiz redução de medicamentos da epilepsia, mas não sei se tenho que dar uma passo para trás durante os tempos que correm...
As regras do novo Estado de Emergência deixaram-me como eu estivesse no confinamento da Primavera e mais valia ter recusado as férias e ter metido falta apenas nos dias que tinha o médico e aproveitado os fins-de-semana para fazer a frequência da Universidade Aberta e tinha ficado a trabalhar e assim aguentava melhor o choque.
Estou mesmo a ver a ficar de novo em casa e não sei se vou continuar na universidade e sequer se vou trabalhar porque se me colocarem de novo em backoffice com as exigências que pediram da outra vez mais, então mais vale pedir as contas e voltar ao RSI e deixar tudo que estava a construir graças a este emprego, que apesar de precário, era um emprego.
Chego a pensar que seria uma medida eutanásica se mandarem para o subsídio de desemprego e depois peço o RSI e nem me vou dar ao trabalho de procurar emprego enquanto a Gerigonça estiver no poleiro e enquanto aquelas duas verdadeiras bonecas insufuláveis da saúde estiverem a dirigir o sistema de saúde em Portugal.
Estou a mesmo a ver que vou precisar de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica antes que passe a fina linha que separa de ponto sem retorno e estava eu a fazer redução de medicação, chiça para tanta incompetência....
Quanto que nos vemos livre desta peste vinda da China....?
Segunda vaga da peste vinda da China e boa parte dos empregos detonados e tive alguma sorte quando a minha entidade patronal reconheceu que eu não tinha condições para realizar teletrabalho e passaram o respectivo livre-trânsito para eu poder ir trabalhar no call-center onde exerço a minha actividade profissional.
As duas bonecas tolas não previniram quando a pandemia enfraqueceu e depois permitiram: touradas com excesso de lotação, Festa do Avante, Grande Prémio de Fórmula 1 sem haver cumprimento de regras e para ser a cereja em cima do bolo, um evento na praça de touros do Campo Pequeno com as forças vivas da República sem haver cumprimento de regras.
E como ninguém cumpriu e nem as bonecas se previniram o pesadelo está de volta e então a mais velha está cada vez pior em vez de passar a pasta para alguém que saiba mesmo do assunto e o mesmo se passa com a chefe dela que deveria de ter dado a sola.
E com o país de novo em estado de confinamento volta o stress e como ainda não estou em teletrabalho estes primeiros dias estão melhores de aguentar porque até voltei a estudar e serve de escape a possíveis surtos depressivos, todavia nunca se sabe o dia de amanhã...
Já há quase 3 meses que saí do casulo mas tem sido verdadeiras maratonas em frente de um computador e a assimilar novas regras e aprender novo softwear em cima do joelho.
Até que gosto de maratonas a trabalhar, sou um workaholic e estar parado é contra a minha forma de ser e de estar perante a vida terrena e nestes 3 meses é vivendo cada dia na sua vez e não sendo raras as vezes de mandar tudo catar coquinhos, respiro fundo, bebo um trago de água e volto ao qu estava a fazer porque nada me vai servir perder a calma porque quando entrei neste emprego sabia ao que estaria sujeito, embora o mundo não contasse coma peste chinesa.
O caso português onde não uma definição de como comabter esta peste me deixa preocupado e é mais uma fonte de stress para cima de mim porque este descontrolo aparente que ninguém quer ver e que faz eu temer voltar ao confinamento.
A realidade dos seres conscientes é viver cada dia na sua vez e esperar pelo novo dia assim que se levanta da cama porque nos tempos que correm não vale a pena fazer grandes planos seja para o que for e com as novidades do Covid-19 que voltou a subir a norte com mais virulência do que a sul... dá que pensar num regresso ao confinamento...
A ver vamos
Dois meses de confinamento e começou a minha pálida reconstrução laboral na qual noto que estes dois meses me deixaram com uma ferrrugem diabólica para o meu trabalho e depois as férias que eu tinha pedidas para a semana do Santo António foram-me recusadas e se o horário provisório for mantido, vão ter que me pagar o feriado que se lixam.
Confesso que fique desiludido com a recusa porque estava a contar com aquela semana para ir almoçar com o pessoal do curso de formação nem que fosse uns frangos assados num jardim e umas garrafas de cola ou algo assim para partilhamos experiências deste ano que passou desde do fim do nosso curso.
Ainda não me caiu a ficha do novo horário e ainda estou numa fase de clara habituação porque a esta hora estaria a trabalhar pelo antigo horário e não se sabe quando volto a normalidade, aliás normalidade é uma palavra que não vai existir no léxico nacional durante uns tempos longos devido a esta pandemia.
Nesta nova situação vamos ver como a a vida me corre e esqueci-me de pedir ajuda especializada ao meu neurologista em relação aos meus problemas mentais e isto poderá ser prejudicial no futuro para mim neste desconfinamento, mas o melhor que faço agora nesta fase é ler e ver filmes na TV porque agora até estou a ler um livro bastante interessante e que me está a dar um gozo partilcuar a ler.
Vou ver como vou me adaptar gradulamente ao novo horário, se eu notar que estou a acumular falhas eu prórprio saio e mudo de agulha nem que volte aos cursos do IEFP porque tenho que pensar também na minha sanidade e esta situação de pandemia e estar num call center que lida com um sector que foi directamente afectado por esta pandemia não é das melhores coisas para uma pessoa com problemas de nervos trabalhar.
A ver vamos como as coisas param ...
Hoje as dores de cabeça me massacraram e recebi uma notícia de última hora que voltar ao activo mesmo amanhã, mas manhã tenho consulta do neurologista e não posso faltar a mesma e vou a consluta e depois vejo o que vai resultar.
O meu médico não vai ficar agradado do facto de eu estar a fazer horas constantemente e vai ver os exames médicos feitos quando eu tive o problema renal e vamos ver qual vai ser o parecer dele.
Ainda vou ver se o médico não me vai mandar para casa devido a fadiga extra de estar há mais de um mês a fazer horas extras há mais de um mês e corpo em si já nota estes sinais de fadiga extremada.
Se não gostarem que eu falte por eu ir ao médico, tenho pena, primeiro está o direito à saúde e depois neste caso em particular não me podem por na rua e se me porem acciono o tribunal de trabalho e nem me vou dar ao trabalho de pedir a readmissão, vou partir mesmo para outra solução laboral porque fico com a sensação que aquele Call Center já deve estar a dar o canto do cisne e mais tarde ou mais cedo vou-me juntar a legião de desempregados e eu em parte nem me importava de voltar aos cursos do IEFP para cortar com este stress insano que tem sido este confinamento e com o stress de um emprego que fico a pensar que mais valia nem ter tido o trabalho de aceitar....
E foi mais um dia que parece ter sido o último de confinamento
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