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O Medo se Tornou Verdade, mas Com Outras Cores

por tron, em 21.02.21

Como eu disse no meu último capítulo estava a ver que vinha para casa e acabei mesmo por vir para casa, desta vez fechei os olhos e me meti a fazer teletrabalho como tivesse no call-center mesmo noutro quarto sem grandes condições e como as chamadas são auditadas, se der raia deu raia e mais nada, nem me vou importar.

Estou enfiado em casa, a trabalhar e das poucas vezes que tenho saído e vejo idiotas a violarem o confinamento fico com uma vontade de partir para a estupidez porque apenas não estão a cumprir as regras, mas por outro lado estando metido em casa, já está a minar os meus neurónios e estar a estudar na Universidade Aberta com esta pressão não tem sido fácil.

O meu refúgio tem sido a leitura, agora estando a ler "O Arquipélago Gulag" em busca de explicação para os tempos que o mundo vive nos tempos actuais que cada vez são mais surreais e Portugal parece ser o paraíso desta surrealidade.

Estou nesta lata, fechado há coisa de um mês, farto de estar fechado,  sem grande solução de futuro a não ser viver cada dia na sua vez sem grandes esperanças em qualquer futuro a longo prazo, vivendo cada dia na sua vez.

Apenas sei que esta peste tem deixado consequências psicológicas e que sabe outras no meu corpo devido ao confinameno que está-se a tornar complicado sem qualquer esperança ou vislumbre de acabar porque mesmo com a vacina contra a peste chinesa duvido que se volte ao normal ou a uma espécie de normal no curto prazo...

 

Fiz redução de medicamentos da epilepsia, mas não sei se tenho que dar uma passo para trás durante os tempos que correm...

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publicado às 22:25

As Más Sensações estão de Volta e Outras Coisas Más também

por tron, em 22.11.20

As regras do novo Estado de Emergência deixaram-me como eu estivesse no confinamento da Primavera e mais valia ter recusado as férias e ter metido falta apenas nos dias que tinha o médico e aproveitado os fins-de-semana para fazer a frequência da Universidade Aberta e tinha ficado a trabalhar e assim aguentava melhor o choque.

Estou mesmo a ver a ficar de novo em casa e não sei se vou continuar na universidade e sequer se vou trabalhar porque se me colocarem de novo em backoffice com as exigências que pediram da outra vez mais, então mais vale pedir as contas e voltar ao RSI e deixar tudo que estava a construir graças a este emprego, que apesar de precário, era um emprego.

Chego a pensar que seria uma medida eutanásica se mandarem para o subsídio de desemprego e depois peço o RSI e nem me vou dar ao trabalho de procurar emprego enquanto a Gerigonça estiver no poleiro e enquanto aquelas duas verdadeiras bonecas insufuláveis da saúde estiverem a dirigir o sistema de saúde em Portugal.

Estou a mesmo a ver que vou precisar de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica antes que passe a fina linha que separa de ponto sem retorno e estava eu a fazer redução de medicação, chiça para tanta incompetência....

 

 

Quanto que nos vemos livre desta peste vinda da China....? 

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publicado às 02:49

O Pesadelo Está Regressando....

por tron, em 09.11.20

Segunda vaga da peste vinda da China e boa parte dos empregos detonados e tive alguma sorte quando a minha entidade patronal reconheceu que eu não tinha condições para realizar teletrabalho e passaram o respectivo livre-trânsito para eu poder ir trabalhar no call-center onde exerço a minha actividade profissional.

As duas bonecas tolas não previniram quando a pandemia enfraqueceu e depois permitiram: touradas com excesso de lotação, Festa do Avante, Grande Prémio de Fórmula 1 sem haver cumprimento de regras e para ser a cereja em cima do bolo, um evento na praça de touros do Campo Pequeno com as forças vivas da República sem haver cumprimento de regras.

E como ninguém cumpriu e nem as bonecas se previniram o pesadelo está de volta e então a mais velha está cada vez pior em vez de passar a pasta para alguém que saiba mesmo do assunto e o mesmo se passa com a chefe dela que deveria de ter dado a sola.

E com o país de novo em estado de confinamento volta o stress e como ainda não estou em teletrabalho estes primeiros dias estão melhores de aguentar porque até voltei a estudar e serve de escape a possíveis surtos depressivos, todavia nunca se sabe o dia de amanhã...

 

 

 

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publicado às 21:21

Quase 3 meses Desconfinado, mas Nunca se Sabe o Futuro

por tron, em 17.08.20

Já há quase 3 meses que saí do casulo mas tem sido verdadeiras maratonas em frente de um computador e a assimilar novas regras e aprender novo softwear em cima do joelho.

Até que gosto de maratonas a trabalhar, sou um workaholic e  estar parado é contra a minha forma de ser e de estar perante a vida terrena e nestes 3 meses é vivendo cada dia na sua vez e não sendo raras as vezes de mandar tudo catar coquinhos, respiro fundo, bebo um trago de água e volto ao qu estava a fazer porque nada me vai servir perder a calma porque quando entrei neste emprego sabia ao que estaria sujeito, embora o mundo não contasse coma peste chinesa.

O caso português onde não uma definição de como comabter esta peste me deixa preocupado e é mais uma fonte de stress para cima de mim porque este descontrolo aparente que ninguém quer ver e que faz eu temer voltar ao confinamento.

A realidade dos seres conscientes é viver cada dia na sua vez e esperar pelo novo dia assim que se levanta da cama porque nos tempos que correm não vale a pena fazer grandes planos seja para o que for e com as novidades do Covid-19 que voltou a subir a norte com mais virulência do que a sul... dá que pensar num regresso ao confinamento...

 

 

A ver vamos

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publicado às 02:09

E ao Dia 60.... O Confiamento acabou

por tron, em 23.05.20

Dois meses de confinamento e começou a minha pálida reconstrução laboral na qual noto que estes dois meses me deixaram com uma ferrrugem diabólica para o meu trabalho e depois as férias que eu tinha pedidas para a semana do Santo António foram-me recusadas e se o horário provisório for mantido, vão ter que me pagar o feriado que se lixam.

Confesso que fique desiludido com a recusa porque estava a contar com aquela semana para ir almoçar com o pessoal do curso de formação nem que fosse uns frangos assados num jardim e umas garrafas de cola ou algo assim para partilhamos experiências deste ano que passou desde do fim do nosso curso.

Ainda não me caiu a ficha do novo horário e ainda estou numa fase de clara habituação porque a esta hora estaria a trabalhar pelo antigo horário e não se sabe quando volto a normalidade, aliás normalidade é uma palavra que não vai existir no léxico nacional durante uns tempos longos devido a esta pandemia.

Nesta nova situação vamos ver como a a vida me corre e esqueci-me de pedir ajuda especializada ao meu neurologista em relação aos meus problemas mentais e isto poderá ser prejudicial no futuro para mim neste desconfinamento, mas o melhor que faço agora nesta fase é ler e ver filmes na TV porque agora até estou a ler um livro bastante interessante e que me está a dar um gozo partilcuar a ler.

Vou ver como vou me adaptar gradulamente ao novo horário, se eu notar que estou a acumular falhas eu prórprio saio e mudo de agulha nem que volte aos cursos do IEFP porque tenho que pensar também na minha sanidade e esta situação de pandemia e estar num call center que lida com um sector que foi directamente afectado por esta pandemia não é das melhores coisas para uma pessoa com problemas de nervos trabalhar.

 

A ver vamos como as coisas param ...

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publicado às 16:32

Dia número 59 do Suplício

por tron, em 21.05.20

Hoje as dores de cabeça me massacraram e recebi uma notícia de última hora que voltar ao activo mesmo amanhã, mas manhã tenho consulta do neurologista e não posso faltar a mesma e vou a consluta e depois vejo o que vai resultar.

O meu médico não vai ficar agradado do facto de eu estar a fazer horas constantemente e vai ver os exames médicos feitos quando eu tive o problema renal e vamos ver qual vai ser o parecer dele.

Ainda vou ver se o médico não me vai mandar para casa devido a fadiga extra de estar há mais de um mês a fazer horas extras há mais de um mês e corpo em si já nota estes sinais de fadiga extremada.

Se não gostarem que eu falte por eu ir ao médico, tenho pena, primeiro está o direito à saúde e depois neste caso em particular não me podem por na rua e se me porem acciono o tribunal de trabalho e nem me vou dar ao trabalho de pedir a readmissão, vou partir mesmo para outra solução laboral porque fico com a sensação que aquele Call Center já deve estar a dar o canto do cisne e mais tarde ou mais cedo vou-me juntar a legião de desempregados e eu em parte nem me importava de voltar aos cursos do IEFP para cortar com este stress insano que tem sido este confinamento e com o stress de um emprego que fico a pensar que mais valia nem ter tido o trabalho de aceitar....

 

E foi mais um dia que parece ter sido o último de confinamento 

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publicado às 01:34

Dia Número 58 do Suplício

por tron, em 20.05.20

Mais um dia se passou com as trapalhadas da DGS e um dia cheio de trabalho com muita fadiga e pensar que um dia esta espécie de construção nacional vai estar concluída e este confinamento em casa em teletrabalho vai acabar um dia destes.

Estou optimista mas não muito porque basta algo muito leve como um grão de areia para tudo cair como um castelo de cartas e nos tempos livres vou lendo e vendo televisão para manter alguma sanidade mental que por vezes fica nos limites tanto trabalho em cima de uma pessoa só e não raras vezes penso se não seria melhor eu ir para um curso do IEFP ou mudar de agulha aproveitando a reconstrução.

Estou  a fazer há varios dias horas extras e a fadiga começa a se acumular e e depois a psique já há muito que dá sinais de fadiga e de outros sinais provocados pelo confinamento que parece estar próximo do fim mas ao mesmo tempo disante deste mesmo fim como fosse uma espécie de suplício de Tântalo.

Questiono-me se ainda valerá a pena a continuar a trabalhar nas condições como estou e por quanto tempo este emprego ainda irá durar ou se terei que me preparar para o pior, ou seja, o retorno ao RSI e aos cursos de curta duração que nunca têm o interesse de um curso de longa duração ou raramente têm o mesmo interesse.

Cheguei a um ponto que só mes resta esperar pelo dia seguinte e pelas novidades que posso vir.....

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publicado às 12:22

Dia número 57 do Suplício

por tron, em 19.05.20

Dia de trabalho estragado com uma crise de asma sem precisar de ida ao hospital, o que cortou o rtimo de trabalho que poderia ser melhor.

Sei que esta candência de estar a fazer horas extras todos os dias está ser pesada e vou perguntar a minha supervisora se posso parar com esta rotina porque o meu corpo já não está a aguentar muito este peso em cima do lombo e o cansaço mental depois se reflecte no resto do corpo.

Esta meu vício de trabalhar poderá me tramar, mas não consigo estar parado é contra minha maneira de ser, mas outro lado não posso abusar e tenho consciência que estou a abusar e isto vai ter um custo e isto é grantido e não posso estar com fintas e rodeios.

Por outro lado um dos meus antros de outro meu vício já reactivou as actividades o que para mim até pode ser bom e tudo depende desta segunda fase da reconstrução que começou ontem e da qual só se pode ter alguma ideia no fim da semana.

Outro ponto que não posso esquecer é que o meu neurologista não vai aprovar este meu ritmo de trabalho e vai-me obrigar literalmente tirar-me das horas extras por motivos de saúde e faltam menos de duas semanas para a consulta de rotina e quando tive a pedra dos rins ainda antes do confinamento, foi detectado um quisto nos rins e vamos ver se este quisto ainda não ter consequências para o meu lado e estou a espera da resposta do meu neurologista.

 

 

Vou ver como as coisas me correm .... 

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publicado às 13:06

Dia número 56 do Suplício

por tron, em 18.05.20

Já está quase a completar dois meses este suplício e apesar dos número da pandemia o disserem, não vejo fim a vista e mesmo dizendo que tudo vai melhorar, mas não sei porquê, algo dentro de mim diz que algo não vai ser assim como dizem.

O dia de hoje foi um dia de descanso e algumas tarefas domésticas que já pediam para ser feitas e assim foram feitas, mas o cansaço e fadiga extrema não me largam e desconfio que tenha que a ver com as horas que passo agarrado ao trabalho e e sempre a sair fora do horário o que pode ser a causa desta fadiga extrema.

Pode ser também um esgotamento mental ou que se chama o burnout que nunca me aconteceu quando o call center estava operacional porque eu fazia pausa e eu em teletrabalho pura e simplesmente só façao pausas para ir a casa de banho e comer, como a pressa e sempre a trabalhar ao mesmo tempo.

Já sei que o meu neurologista não vai aprovar o sistema de trabalho que uso no teletrabalho sem pausas, mas as horas extras sabem bem no final do mês e vamos ver como as coisas correm durante os dias de confinamento porque eu já me sinto farto de estar em casa sempre agarrado ao computador e se não estou ao computador estou a ler e só não faço isso nas minhas folgas, por vezes penso que mais valia ter-me despedido e ter ido pedido o RSI e não pensar em voltar enquanto a reconstrução não estivesse concluída, por outro lado precio de trabalhar para sustentar a minha família.... 

É um tremendo dilema para o qual não tenho qualquer resposta nem hei de achar.....

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publicado às 02:32

Dia número 55 do Suplício

por tron, em 17.05.20

Mais um dia de trabalho já com o software de trabalho acualizado e com uma enxaqueca daquelas porque mal dormi de noite porque tive uma noite de pesadelo porque foram mexer com coisas que não deveriam de ter mexido e hoje pura e simplesmente não vi o telejornal e por acaso enquanto o caso da pequena Valentina não estiver resolvido e não mudarem de canal então eu vou fazer o teletrabalho para a rua e quero lá saber da multa.

Se querem saber novidades sobre o assunto oiçam rádio e com fones como eu faço quando quero ouvir heavy metal, ao menos não incomoda quem está a volta.

De resto em termos laborais foi dia tranquilo embora afectado pela enxaqueca que não me largou de forma nenhuma e faltando duas semanas para a minha consulta do neurologista é mais uma preocupação para mim porque mais informação tenho que passar ao médico e isto pode ser uma situação que me afaste do meu trabalho por motivos de saúde.

Vou tentar ser mais forte que estes problemas mesmo que eles aparentem ser mais fortes que eu e depois vejo o que a sorte me reserva porque é mesmo assim estou nas mãos do destino e daquilo que eu fizer dele porque sou eu que o escrevo, pelo menos penso assim embora haja quem pense de forma diferente.

Foi um dia com dores físicas e espirituais em igual peso e que no dia seguinte se vão sentir no meu corpo, mas tenho que as vencer, tenho que ser mais forte porque nestes 41 anos de vida já tenho a minha dose de dores e estas dores das quais estou em fase de recuperação apenas são mais algumas que entram para a lista...

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publicado às 17:14


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